A bem da Nação

VIRA CASACAS

 


 


O mundo já foi dos valentes? Às vezes! Porque tantas vezes foi dos covardes, dos traidores, dos Vira Casacas, e hoje cada vez mais. E sobretudo dos ladrões e corruptos (desculpem a insistência!)


 


A história dos lusitanos começa com uma dessas cenas tristes, quando as grandes legiões romanas, sempre derrotadas e enxovalhadas por um punhado de valentes que não queriam vender a sua terra, encontraram a maneira mais vergonhosa de se verem livres do maior heroi seu inimigo: Viriato.


 


Subornam com presentes e promessas de riqueza os três enviados de Viriato para as negociações de paz, para que estes o assassinem. E assim acabou na Lusitânia a oposição aos romanos!


 


A história dá muitas voltas, e sempre é contada pelos vencedores. Os vencidos perdem tudo e o mundo perde, sempre, a verdade.


 


E, vergonhosamente, cada vez mais se cultuam os criminosos. Dos tempos mais recentes até o Hitler tem cada vez mais seguidores; por todo o lado se vêem surgir bandeiras com a suástica. Enaltece-se ao topo os “heróis” assassinos, frios como Che Guevara, a (des)governança brasileira continua a beijar a mão e financiar o Fidel, os marxistas-capitalistas, os que em nome da “liberdade” por aqui mataram, sequestraram, assaltaram, são hoje os heróis venerados e... temidos!


 


E assiste-se a cenas de verdadeira degradação moral.


 


Há dias o jornal “O Globo” veio publicamente pedir desculpas por ter apoiado o golpe militar de 1964! Diz que se enganou!


 


Meu Deus! Como é possível tamanha falta de vergonha e carácter? O golpe militar deu-se (em 1964, há quase cinquenta anos!) porque o país estava a entrar no caos: sargentos da marinha a mandar nos almirantes, cabos em coronéis, e os meninos terroristas-marxistas – dilminha, dirceuzinho e outros zinhos – a obedecerem às ordens do soviete supremo a quererem apoderar-se do Brasil.


 


Até no Chile o Allende é que virou herói, ele que igualmente conduzia o país directo para a bancarrota!


 


É evidente que as ditaduras brasileira e chilena, com base na argumentação de porem ordem na casa – que puseram – cometeram barbaridades inesquecíveis e imperdoáveis. Mas que na ocasião tinha que se dar um “chega p’ra lá” nessa corja a soldo do comunismo, que faliu em todo o mundo, lá isso tinha.


 


Os chineses que sempre foram espertos e de sorrisinho amarelo, não tiram os retratos do Mao, porque ainda há muita gente que o venera; mas a verdade é que tal como o seu amiguinho Yosip Stalin foram os maiores assassinos da história. Hitler vem em segundo lugar, porque ele se atirou ao povo judeu que sempre quis considerar-se uma nação à parte dentro de outra nação, e isso deve ter sido o seu principal erro. Mas Mao e Stalin dizimaram, aos milhões, os seus próprios cidadãos. E os “heróis” (des)governantes de hoje ainda querem seguir o seu exemplo! Assim como o do Fidel que mantém o povo cubano em situação de miséria, servindo-lhe de material de exportação, como gado.


 


O Brasil está a condecorar e indemnizar as famílias dos que morreram nas guerrilhas subversivas, mas ninguém ainda levantou a voz para falar nos soldados e outros assassinados pelos revoltosos. São mais de uma centena executados friamente pelos “patriotas vermelhos”.


 


“Virar a casaca” hoje é até bonito. Olhem, por exemplo, o “seu” Durão Barroso, hoje o bam-bam-bam presidente da União Europeia depois de ter sido um activista maoista!


 


E nesta terra, agora que o “pt” agarrou o poder que parece não vai largar tão cedo, “O Globo” mostra-se arrependido! Evidente! Com a dinheirama que o governo lhe dá ele tem que estar muito arrependido e não falar nos escândalos do lula pai, do filhinho, e de mais a caterva de sequazes de outros “arrependidos” ou “tradicionais”.


 


Político é como rato em navio que mete água: muda rapidamente para outro partido, e como a filosofia partidária só é forte na medida em que o “representante do povo” tem acesso ao dinheiro “da viúva”, qualquer partido serve.


 


Há anos que estamos a assistir a uma interminável novela: o julgamento do famoso “Mensalão” e da corja que nele participou. Mas... os juízes do “supremo” vão-se aposentando e entram alguns que até há pouco eram advogados dos réus! O julgamento corre a uma velocidade “negativa” e estamos agora a prever que alguns dos mais vergonhosos dos réus se “arriscam” a ter uma peninha do tipo prisão domiciliar.


 


Se isto acontecer, o descalabro e a violentação da opinião pública será desastrosa.


 


Mas alguns juízes também mudam e viram facilmente a casaca, porque com tanta lei, tanta lei, basta invocar-se um artigo qualquer para que tudo pare para se analisar essa situação.


 


E os réus já estão a preparar o festim da impunidade.


 


Juiz a virar a casaca?


 


Tu quoque?


 


Rio de Janeiro, 13/09/2013


 


 Francisco Gomes de Amorim

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