Quando no peito a noite é mais profunda
Que a noite que desce na cidade
Quando na verdade que me inunda
O tempo é só Inverno na idade...
Quando no olhar há só talvez
Ou até sempre, ou até nunca mais
E em mim deixou de haver porquês
Pela morte de tantos ideais...
Quand’ o tempo põe a capa do invés
E troam sinfonias colossais
Quando há mais mar que há marés
Ecoando em crateras abissais...
E quando o mistério que há no rosto
É somente o rosto do cansaço
Que faz em bagaço e em mosto
A vindimada vinha do espaço
Feche-se a porta, cumpra-se o destino
Que a terra só exige o que lhe cabe;
Voltemos à chegada, ao ser menino
É hora de regresso à eternidade!...
