A bem da Nação

TEMPESTADES

 


Inverno.jpg 


 


Quando no peito a noite é mais profunda


Que a noite que desce na cidade


Quando na verdade que me inunda


O tempo é só Inverno na idade...


 


Quando no olhar há só talvez


Ou até sempre, ou até nunca mais


E em mim deixou de haver porquês


Pela morte de tantos ideais...


 


Quand’ o tempo põe a capa do invés


E troam sinfonias colossais


Quando há mais mar que há marés


Ecoando em crateras abissais...


 


E quando o mistério que há no rosto


É somente o rosto do cansaço


Que faz em bagaço e em mosto


A vindimada vinha do espaço


 


Feche-se a porta, cumpra-se o destino


Que a terra só exige o que lhe cabe;


Voltemos à chegada, ao ser menino


É hora de regresso à eternidade!...


 


Maria Mamede.pngMaria Mamede

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