A bem da Nação

SUGESTÃO DE LEITURA





BELO COMO UMA PRISÃO EM CHAMAS


Julius Van Daal


 



 


 

Antígona


 




 




 










 


Tradução
J. Freitas e Silva


 


 


Surgiram durante a noite, irrompendo às dezenas de milhar dos bairros pobres de Whitechapel ou de Southwark, dos tugúrios ou dos asilos nocturnos, das oficinas e das docas, dos bordéis e das tabernas. Essa gente faz troça do papa e do rei, da arte de governar e da de gerir. Querem cortar a língua dos pregadores e morder a mão que lhes atira as migalhas da expansão mercantil.


Nos primeiros dias de Junho de 1780, os pobres de Londres sublevam-se aos gritos: «Escravatura, não!» As caves dos altos responsáveis e as destilarias de aguardente são pilhadas. As prisões são incendiadas. O Banco de Inglaterra é cercado pela populaça em fúria. Esta insurreição sem chefe nem doutrina foi ocultada ou caluniada pelos historiadores de todas as tendências, que esperavam que ela fosse esquecida para sempre. Eis uma breve narrativa estimulante e necessária no actual momento que se vive em Portugal e no mundo em geral.

Julius Van Daal nasceu em Paris durante a Guerra da Argélia. Vive há bastante tempo em parte incerta. Desertou precocemente da escola e trabalhou alguns meses, actividade que decidiu evitar de futuro e criticar na prática. Redactor dos periódicos L’Exagéré e Mordicus, participou na fundação do colectivo editorial L’Insomniaque (Paris), que dinamiza ainda hoje.



 



 



 



 



 




 




 



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