A bem da Nação

SERÁ QUE DEUS É BRANCO? - 3

 


 


 


GRAÇAS AOS EUROPEUS


O paradoxo é se HOJE em África usufruímos de um bocadinho de liberdade com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é, aos brancos que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições internacionais que vigiam sobre o globo incluindo obviamente Africa.


 


As sanções internacionais e outras medidas de contenção pairam sobre os dirigentes africanos e então, estes por sua vez, fingem praticar a democracia, não porque eles gostem da democracia, porque temem o "deus branco e o seu braço punitivo". Porque se dependêssemos totalmente dos governos de "preto-para-preto", seguramente não seria possível viver na vasta maioria dos países Africanos.


 


  


 


A UNIÃO AFRICANA...
 


O protótipo africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana), é uma mentira descabida. A UA é uma instituição falida, decrépita, débil e estaladiça (como a bolacha chinesa de água e sal) que ninguém leva a sério. Uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade à UA e ao Continente, houve até quem propusesse a designação DUA (Desunião Africana). Por exemplo, quando teremos um Tribunal Internacional Africano? Se os tribunais da maioria dos países membros é do "faz de conta", os africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento Africano. Que acções praticou o tal PA em beneficio dos africanos?

A UA é um clube de compadres velhacos ditadores, egoístas que sonham com Paris, Londres, Estocolmo etc., ao mesmo tempo que transformam os respectivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em África foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos em detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.

Nunca a Europa recebeu tanta riqueza de Africa como após a chamada independência dos Países Africanos; os novos-ricos africanos apressam-se a esconder os produtos da sua criminosa delapidação na Europa para gáudio dos europeus, contrariando aquilo que eles próprios evocaram e prescreveram na convocação para as lutas de libertação nacional.

"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!" – (1980 na idade de ouro do partido único) disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de sacro juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome. Hoje, ele próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário português" como também é o orgulhoso Presidente de uma agremiação desportiva portuguesa em Angola.

Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH (ìndice de Desenvolvimento Humano) dos povos africanos subiu ou regrediu? Somos melhor tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes? Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de ponta, os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o meio que os rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC matam tanto quanto a malária.

FILANTROPOS DA HUMANIDADE


A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta comoveu muita gente. Há algum africano entre os homens que protagonizaram tal feliz iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a maior parte da sua vida à produção de riqueza, não a 'tiraram' de algum saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional. Mas sentiram-se na necessidade de "repartir com os necessitados" de todo o mundo.

Ontem, os milionários africanos orgulhavam-se de aparecerem na revista Forbes e congéneres; hoje face à iniciativa acima mencionada, publicam como que envergonhados que "não somos milionários"; alguns, chegam ao ponto de dizerem que o que têm é produto do salário...

(continua)


 


 Isomar Pedro Gomes

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