A bem da Nação

SE A TROIKA “DESLARGASSE”

 


Mais um texto de Henrique Salles da Fonseca no “A Bem da Nação” de ontem, merecedor de várias adesões de comentaristas concordantes - prova de que o bom senso não morreu totalmente no país, relativamente à falta de gosto de um movimento manhosamente manipulado, sob a aparência de generosidade, por tantos outros cavadores da nossa miséria nacional - a acrescentar aos citados por Salles da Fonseca– os partidários da esquerda demagógica que instiga às greves, no afã não de ajudar o povo “ordenhado”, da expressão de Salles da Fonseca, mas o de arruinar mais depressa o país com a deposição do governo, único causador dos males, na sua visão boçal - e bucal, por encher a boca de espuma altissonante e vilipendiosa contra as práticas de um governo manipulado do exterior e orientado no escrúpulo de salvar o país de uma hecatombe há muito e sucessivamente perpetrada pelos ditos ordenhadores da nação.


 


O texto, encimado de uma imagem de uma manifestação recente, com gente empunhando um cartaz com os dizeres – QUE SE LIXE A TROIKA / QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS - não necessita de desenvolvimento, na objectividade e ponderação dos referentes, e na coragem indignada de quem os cita, lembrando o despropósito da troikofagia bloqueadora do nosso desenvolvimento, caso a Troika nos desse o pontapé de saída – para fora do campo - que mereceríamos, pela arrogância da provocação para o incumprimento.


 



 


Todos sabemos isso e fingimos ignorá-lo, e António José Seguro vai granjeando votos na astúcia de um discurso empenhado e empunhado com galhardia altruística de quem se sente o flautista de Hamelin a levar os ratos, submissos à magia musical, para fora da cidade, até se afundarem no mar. A música de Seguro é igualmente mágica, sem desvios na eloquência monocórdica e não deixará de levar os ratos ao mar.


 


«DESLARGAR»


 


A estrada dos anos de fome cessou!


Soltaram-se das grilhetas do presente


Abrem-se as pétalas da esperança


A sede de conquistar o desconhecido e o impossível


De tudo abraçar


O poder de concretizarmos a mudança


Vindo da era do conhecimento e da partilha


Chega a paixão de desbravar o futuro


O desejo de voar


Procurar um sentido, a existência


Caminhar no limiar do horizonte


Abrir a terra para a possibilidade


Regá-la de sonho


E colher realidade.


 


Esperemos que a Troika não boicote as esperanças do nosso poeta e de todos os outros, no sentido do desbravamento, mesmo que este não atinja o limiar do horizonte, que isso é longe.


 


 Berta Brás

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