A bem da Nação

Previna-se contra a osteoporose

 


 

 

                                                                                   

 

 

Dicas de saúde para a mulher no climatério

 

No Brasil, estima-se que uma em cada três mulheres na pós-menopausa irá ter osteoporose, doença caracterizada pela fragilidade óssea. É sabido que até à idade de 25 a 35 anos o indivíduo acumula massa óssea. De 30 a 50 mantém um equilíbrio entre perda e ganho. E a partir daí, principalmente nas mulheres,  há uma perda gradativa dessa massa, consequente à queda hormonal (factor regulador do cálcio), ao estilo de vida mais sedentário, e à alimentação não balanceada. Tanto nos homens como nas mulheres com função ou reposição hormonal a ingestão de cálcio deve ser de aproximadamente de 1000mg/dia. Em caso de mulheres climatéricas, que não fazem a reposição hormonal, a necessidade aumenta para 1500mg/dia.

 

A actividade física, a orientação alimentar, a terapia de reposição hormonal e/ou a suplementar (cálcio e vitamina D) são factores que ajudam na diminuição do consumo do cálcio e consequentemente na protecção do esqueleto.

 

É importante saber que os riscos de ter osteoporose são maiores:

·        Nas mulheres de raça branca (as negras têm constituição óssea mais forte).

·        Nas fumantes

·        Nas que entraram na menopausa

·        Nas sedentárias

·        Naquelas que têm uma alimentação mais rica em proteínas e sódio (elementos que aumentam a excreção de cálcio).

·        Nas que ingerem grande quantidade de folhas e farelo de trigo (os fitatos diminuem a disponibilidade de cálcio).

·        Nas que consomem mais chocolate, café, chá preto e bebidas à base de cola (essas bebidas contêm níveis altos de cafeína, elemento que diminui a absorção de cálcio alimentar).

 

Embora o organismo tenha um mecanismo protector orgânico para evitar a intoxicação, deve-se ter cuidado no excesso de ingestão de cálcio (>4g/dia). Pois a hipercalcemia (aumento do cálcio no sangue) pode levar a alterações neuro-musculares e cardíacas graves e à hipercalciúria (aumento de cálcio na urina), com o aparecimento de cálculos renais.  

 

Na velhice, as melhores fontes de cálcio são os alimentos lácteos (de preferência desnatados). Porém, deve-se evitar associa-los ao café, chocolate, chá preto, farelo de trigo, espinafre, elementos que diminuem a absorção de cálcio. As pessoas alérgicas à lactose (açúcar do leite), substância que aumenta a absorção de cálcio, devem procurar as fontes alternativas, como legumes verdes, soja, feijão, agrião, brócolos, couve, avelã, amêndoas, castanha do Pará, salmão, sardinha, bacalhau e suplementos alimentares ingeridos nos intervalos das refeições.  

 

E devemos lembrar que a prevenção da doença começa na infância com a introdução de  hábitos alimentares balanceados e com o estímulo à actividade física.

 

 Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 29/04/09

 

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