A bem da Nação

PORTUGUÊS


Manuel Bandeira

(Recife,1886 - Rio de Janeiro,1968)

 

 

A  Camões

 

Quando n'alma pesar de tua raça

A névoa da apagada e vil tristeza,

Busque ela sempre a glória que não passa,

Em teu poema de heroísmo e de beleza.

 

Génio purificado na desgraça,

Tu resumiste em ti toda a grandeza:

Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça

O amor da grande pátria portuguesa.

 

E enquanto o fero canto ecoar na mente

Da estirpe que em perigos sublimados

Plantou a cruz em cada continente,

 

Não morrerá sem poetas nem soldados

A língua em que cantaste rudemente

As armas e os barões assinalados.

 

 

 

 

 

 


 

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