A bem da Nação

PORTUGAL, UM ÍCONE MUNDIAL - 8

 


UM PAÍS DE MISSÃO

 

 

UM PARADIGMA NA DIÁSPORA

 

16. Dos Portugueses que emigraram para o Brasil, a maioria aqui

se radica e por aqui fica, como no seu próprio chão. Noutros lugares pelos quatro cantos do mundo não é diferente.

Vivem no Brasil, totalmente integrados, pessoal e profissionalmente.

Aqui falam a mesma língua de sua terra e a terra de adopção como sua consideram. Seu povo é também este povo. São construtores de civilização.

 São plenamente brasileiros sem deixarem de ser plenamente portugueses. (Com as excepções costumeiras, é claro)

 

Em Portugal têm suas raízes. Para esta terra se transplantam.

Dão sua contribuição efectiva ao desenvolvimento deste país, como se no seu estivessem..

Suas novas famílias, aqui implantadas e radicadas, cumprem a missão que de Portugal herdaram: ajudar este país a ser um grande país, cívica e espiritualmente, com desenvolvimento científico, tecnológico, social e humano.

            Militam algumas dezenas de anos nas mais diferentes profissões com atitudes de soma e multiplicação enquanto as forças físicas o permitem. Não se acomodam.

Contribuem para deixar no Brasil um povo mais amante de sua terra, mais competente e mais solidário.

 

O português por toda a parte, aonde quer que vá, aí se radica e adapta, como se daí fosse originário. Vivencia a lição, que herdou de seus ancestrais, explícita nesta recomendação de nossas mães:

 

 "À terra aonde fores ter, faz como vires fazer"

            Seu vinho, seu azeite e seu bacalhau é prato de dia de festa, para rememorar seu torrão natal.

À sua terra natal sempre estará ligado pelo cordão umbilical, imaterial, que se mantém como uma aliança imortal. Esta é a força que às suas origens sempre o chama sem da nova terra de adopção arredar pé.

 

17. Termino com dois textos de Fernando Pessoa, onde ele nos incita a ousar, a sair de nós e ir além:

"Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer da asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar".

 

Diz-nos Pessoa que é sina do português e marca de coragem e ousadia ir para novas terras, formar novo lar.

Aqui, Pessoa convida-nos à grandeza de coração e da mente à plenitude:

"Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago

A lua toda brilha,

Porque alta vive"

Este poema merece ser colocado num quadro em letras garrafais.

 

FIM

 

Setembro de 2009

 

 

 José Jorge Peralta

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