A universalidade dos conceitos permite que deles tratemos em toda a parte e a liberdade de pensamento não no-lo condiciona. Eis, pois, a razão pela qual não me restrinjo a abordar temas relacionados com estas paragens enquanto por aqui ando.
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Todo o conhecimento começa empiricamente e, depois, tem dois modos de desenvolvimento:
* Pela acumulação de empirismos relacionados com o tema inicial bem como das respectivas envolvências;
* Pela generalização-teorização. Nas humanidades, o método é o da tese-antitese-conclusão, mas nas ciências materiais, segue-se a experiência-medição de resultados e, quantificação dos erros-experiencia-correção-experiência- e assim sucessivamente até que a investigação seja dada por concluída.
O método empírico oriental vs o método ocidental.
O empírico tem milhares de anos de acumulação de saberes; o método ocidental tem poucos séculos de investigação experimental com resultados verificados e homologados.
Foi da pujante investigação científica ocidental que surgiu a iniciativa humilde (???) / inteligente (!!!) de enviar cientistas aventureiros para as florestas tropicais a fim de conversarem com os xamãs para perceberem quais os princípios activos das mézinhas por ali usadas. Expurgadas as charlatanices, a indústria químico-farmacêutica encarrega-se do resto.
Na sequência desta iniciativa, seria interessante que a Ciência Ocidental se dispusesse a dissecar as Medicinas Orientais a fim de detectar o que nelas haja de interessante.
Por exemplo, seria bom que conseguíssemos sintetizar a essência do corno do rinoceronte e do marfim do elefante, assim passando a nossa indústria a fornecedora dos mercados orientais e a salvar aquelas espécies da triste situação em que se encontram.
Assim, com uma pomposa entrada pelo sapientíssimo campo da Epistemologia, fomos parar ao corno do rinoceronte.
Agosto de 2025
HSF