A bem da Nação

PAZ

 


 


Dedos ágeis dedilham a viola


E das cordas saem longos trinados.


Na noite; notas, quais entes alados,


Fugindo do círculo da gaiola.


 


Cantam-me os astros o meu destino,


Traçado em estrelas cintilantes,


Arrebatadoras e fulgurantes,


Que me acompanham desde menino.


 


Sou um ser dum Poema ocasional.


Vivo num espaço intemporal,


Muito para lá do vasto além.


 


Rodeia-me o silêncio sagrado


Que gosto muito de sentir fechado.


Assim sou só eu, Deus e mais ninguém!


 


 Luís Santiago


Sintra, 23 de Julho de 2012

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