A bem da Nação

PANDEIRETAS

 


 


 


Ao centro, canta e dança uma espanhola com todas as saias, com todas as cores, com todas as castanholas e todas as pandeiretas... Dança para todos os lados e tem uma flor no cabelo e do outro lado um pente, e uns brincos e um sinal e etc... E se não tem mais coisas bonitas é porque não pode ser. E dança cada vez mais! Viva la gracia!... Olé!...


Coitados dos espanhóis; são felizes; todos cor, barulho, toiros e superfície...


Já meus avós, vossos mestres, se queixaram de vocês...


Somos muito diferentes, na verdade.


Dançai, cantai, declamai, que eu vejo-vos enquanto bebo uma taça e passo o tempo.


 


Hamburgo, pós-guerra


 


 António Madeira *


 


In Presença, nº 23, 1929, p. 7


 


* pseudónimo de Branquinho da Fonseca

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