A bem da Nação

PALAVRAS

 (*)


 


Os meus versos são palavras escritas


E falam!


Têm sonoridades bem diversas


E gritam!


Contam emocionados as minhas desditas,


As que se veem, as que estão imersas…


E calam!


Dizem-me que as coisas que escrevo


São tristes.


Mas, não sou um homem desgostoso.


Até me atrevo


A fazer chistes,


De humor duvidoso.


Palhaçadas!


Faço, ao mesmo tempo,


De palhaço pobre,


De palhaço rico.


As minhas palavras são madrugadas,


Onde não mora o contratempo,


Antes um Sol brilhante e nobre


Que nada tem de pudico.


Os meus versos são sulcos


Abertos no meu peito,


A minha mão conduz a caneta


Qual arado!


Sou um ser imperfeito,


Vários cultos!


Mas não vivo amedrontado!


Tenho tristeza e alegria


Quanto baste.


Não sou profeta!


Em mim reside o contraste


E a ousadia


De querer ser Poeta!...


 


 Luís Santiago


 


Sintra, em 29 de Julho de 2012


 


(*)http://www.google.pt/imgres?um=1&hl=pt-PT&authuser=0&biw=1366&bih=643&tbm=isch&tbnid=iZeR2kKDb1I0nM:&imgrefurl=http://aspalavrasqueseduzem.blogspot.com/2010/09/o-homem-e-o-poeta.html&docid=5pBcpal9gZ2T1M&imgurl=https://cdn.blix.pt/uploads/blogs/3706/2026-06/img_0b5f70762902.jpg&w=350&h=250&ei=yPgaUIXALcSpiAftrYGADA&zoom=1&iact=hc&vpx=508&vpy=106&dur=1106&hovh=190&hovw=266&tx=134&ty=113&sig=109766553202599468647&page=1&tbnh=133&tbnw=177&start=0&ndsp=21&ved=1t:429,r:16,s:0,i:119

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