Há ocasiões, feita a asneira ou caído sobre nós o raio da ameaça, em que para pouco serve o conhecimento e a inteligência.
E acresce o perigo em que nos encontramos porque não sabemos ao certo o que fazer e poderemos tomar decisões loucas e violentas de insensatez.
É altura de pararmos, não para reflectir, que já não o sabemos fazer, mas para rezar confusamente ao Deus ausente mas sempre presente.
Ele poderá ajudar-nos, se a nossa alma O merecer.
E na borrasca vem a bonança, e a luz divina se acende para nos apaziguar.
E talvez encontremos o caminho perdido.

Não desespereis.
Não rogueis pragas.
Não difameis.
Não agridais.
Não berreis.
Não tumultueis.
Isolai-vos se puderdes.
Deus tenha piedade de nós!
Joaquim Reis