A bem da Nação

O LOBO E O CORDEIRO

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DA LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO SOBRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO E DE OUTRAS DISCUSSÕES PÚBLICAS


 


Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.


 


- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.


- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.


- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.


- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido.O lobo pensou um pouco e disse:


- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.


- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.


- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho e é preciso que eu me vingue.


 


Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.”



Jean de La Fontaine


 


Moral da fábula: A razão do mais forte é sempre a melhor


 


Se formos bons observadores notaremos que a razão, a nível concreto, geralmente fica propriedade do mais forte!


 


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 António da Cunha Duarte Justo

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