A bem da Nação

Nazismo = Sovietismo

 


A constante repetição da história

 

Hitler

 


 

No final da 1ª Guerra Mundial a Alemanha ficou derrotada, esmagada e envergonhada. Além disso os Aliados impuseram-lhe pesadissimas indemnizações que o povo não conseguia pagar, por maior esforço que fizesse, o que levou o país à bancarrota, fome, desemprego, sem que o governo conseguisse sair da situação.

Condições ideais para o surgimento de um ditador, um líder, mesmo maluco e perigoso, como, regra geral, são os ditadores.

Surgiu o Nacional Socialismo que criou uma nova imagem da Alemanha, acabou com o desemprego e negou-se a pagar mais indemnizações de guerra, tendo, em dois ou três anos levantado o moral do povo alemão, recuperado o seu orgulho e moral habitual.

Num instante a Alemanha renasce e volta a ser, mais uma vez, uma tremenda potência industrial e bélica, desdenhando dos «tratados de paz» assinados com os Aliados vencedores.

Nova bandeira, hinos celebrando a hegemonia do povo alemão, os "arianos puros" e definido um inimigo comum: os não arianos, sobretudos os judeus, por suas riquezas, a que se lhes juntaram os ciganos. Limpar o país. A feroz perseguição começou.

Com a finalidade de ainda mais inflar o ego germânico e de reconstruir o ex-glorioso Império Austro Húngaro, invade e ocupa a Áustria. A seguir a "pedido" dos sudetas ocupa a Checoslováquia, com o acordo de Stalin, metade da Polónia, a Hungria...

Estava começada a 2ª Guerra Mundial

 

Putin

 

 

 

A Perestroika e a queda do muro de Berlim, pondo fim a sete décadas de regime soviético, com uma ditadura totalmente desumanizada, provocou a falência da União Soviética com a desintegração e independência dos países satélites, descrédito, desemprego generalizado, uma voraz corrida ao lucro fácil com o domínio de máfias, normalmente comandadas por ex dirigentes da KGB e um sentimento de vergonha do povo perante a opinião pública mundial.

Estava criada situação análoga ao aparecimento de outro ditador que não tardou a impor-se.

Foi fácil encontrar o caminho para trazer de volta o orgulho nacional, lembrando o tempo em que a União Soviética metia medo ao mundo, sem deixar os americanos dormirem descansados! Era preciso levantar a memória dos «heróis», mesmo daqueles que haviam caído em desgraça.

Recupera-se o hino stalinista, nas rádios e tvs voltam a aparecer os «jingles» dos anos quarenta quando anunciavam a propaganda da "nomenklatura". Estimula-se o desenvolvimento de modernas armas de guerra, fazem-se desfiles militares para mostrar o grande poderio bélico, antigo motivo de orgulho dos sovietes, esquecendo que até hoje não conseguem fabricar um simples aspirador doméstico (o que nem é mais necessário, porque se importa do oriente a preço de chiclete!) e melhor ainda, podem ameaçar os parceiros comerciais, que se não atrevem a desafiá-la, a UE e os países desmembrados, com duas armas poderosíssimas: o corte do fornecimento de gás e o petróleo!

Passo seguinte começa com o apoio à Sérvia e o não reconhecimento do Kosovo, e corrida a ajudar os "povos" que pretendem «independência-independente», invadindo a Geórgia, retalhando-a e ocupando cidades chave que ameaçam a sua hegemonia no fornecimento de combustíveis a países agora na OTAN.

Todos os ingredientes se juntam para nova guerra. O problema é que esta guerra seria atómica e destruiria o mundo global. Ficaremos na guerra fria, de influências comerciais e teoricamente ideológicas, apoio ao desenvolvimento nuclear do Irão para manter Israel e os EUA na posição de medrosos, até que um dia...

Os homens não aprendem com a história, nem querem. A ambição, o poderio, o bezerro de ouro é o grande Imperador!

 

Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2008

 

Francisco Gomes de Amorim

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