Dedicado ao grande Xico d’Água
1952 Helsinquia. Olimpíadas.
Portugal, atrasado na educação, cultura e desporto, sempre se atrevia a enviar alguns atletas à grande festa do desporto.
Já não sei de quantos elementos era composta a delegação portuguesa.
Mas com a garra de Bartolomeu Dias, Diogo Cão e outros grandes, a vela e o mar davam alguma possiblidade de não fazermos tão má figura.
O barco era um Star, de classe olímpica, para dois tripulantes, com 6,9 metros, peso mínimo de 671 kg, e área velica total de 26,5 m², armado em sloop e com quilha fixa feito ainda de madeira.
Foi projetado em 1910, por Francis Sweisguth, projetista dos Estados Unidos e utilizado em olimpíadas desde 1932. Embora não tenha um desenho moderno, a classe continua popular e muito competitiva, com uma flotilha de mais de dois mil barcos participando de competições.
E lá vão os nossos velejadores para, brilhantemente conquistarem a medalha de bronze!
Joaquim Fiuza e Francisco Rebelo de Andrade. Serão estes aqui em cima?
As únicas medalhas que Portugal trouxe de toda essa competição na Finlândia.
Foram recebidos, no regresso, como heróis. Há 51 anos.
Hoje, o Francisco Rebelo de Andrade, que ficou conhecido com o Xico d’Água, teria direito a ouro!
Faz noventa anos, está ótimo, continua alegre e bem disposto e o cabelo de prata.
Continuamos a competir, mas faltam-nos estes campeões bem como os irmãos Duarte e Fernando Belo também medalhistas Olímpicos, em Star, em Londres, quatro anos antes, 1948.
Parabéns ao “jóvem” Xico d’Água! Muitos e bons anos ainda por navegar.
Rio de Janeiro, 15/08/2013

