Sei que voaste!
As minhas mãos vazias
tremendo de impotência
mais que frias
fizeram-se branco lenço
neste cais…
são de negro as nuvens
meu amor
e eu aqui tão só, cheia de dor
já não sei
a que vida pertenço;
e de raiva me rasgo
e não a venço
e é saudade o que mata
enquanto vais!
