A bem da Nação

JUVENTUDE SEM FUTURO

 


O artigo de António Justo intitulado “PORTUGAL E ESPANHA CRIAM DEMASIADOS LICENCIADOS” apraz-nos sobremaneira por assim verificarmos a nossa projecção como país mais civilizado, segundo o conceito de Merkel, embora o afirme com desprezo, habituada à imagem dos bidonvilles franceses, que albergavam outrora a nossa gente de alombar com as tarefas pesadas, sem necessidade de licenciaturas.


Mas o dinheiro frutuoso desses nossos compatriotas permitiu-lhes criar novas casas na própria aldeia e até foi útil para o país, dizia-se, depositado nos bancos, inocentemente, para a reforma da velhice, mal percebendo que esses dinheiros poderiam não estar a salvo, num país muito habituado aos milagres e às tentações.


Mas esse dinheiro não nos bastou e a entreajuda europeia na política dos empréstimos segundo a União Europeia foi a nossa salvação. Fizeram-se muitos melhoramentos e os trabalhadores foram mais bem pagos por cá, sem a mesquinhez a que fomos habituados nos tempos de Salazar, pelo menos muitos de nós. O pior foi, realmente, a submissão às tentações, que passamos a vida a querer desmascarar e que tornaram este país indolente, pútrido, na sua rede de infâmia permitida.


Por isso, custa a acreditar que “A moeda única – Euro – torne a EU a responsável pelo descalabro dos países periféricos”. Responsáveis pelo descalabro dos países periféricos julgo que foram os da rede impune, que manhosamente se vão justificando das acusações, agora mais a descoberto, numas tentativas de esclarecimento semelhantes à limpeza dos estábulos do rei Augias, há trinta anos por lavar, limpeza feita por Hércules, para tal desviando dois rios, tal era o esterco amontoado.


 


Augias Augias


 


Cá entre nós, é há quarenta e suponho que nem Tejo, nem Douro, nem Guadiana serão suficientes para a limpeza.


O Sol nos valha.


Berta Brás.jpg Berta Brás

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