A bem da Nação

IN VITRO

 


 


As faúlhas borboleantes,


Nibelungas;


Desciam no interior


Dos meus olhos.


Em águas profundas,


No escuro!


Cintilantes!


Via-as; era real...


Tal como era verdadeira


A escuridão que me envolvia.


Sabia que estava ali,


Naquele lugar,


Pela brisa batida no meu rosto,


E, não era suposto,


Mas sabia


Que estava ali, naquele lugar,


Pela lágrima escorrendo


De mansinho,


Vindo beijar sorrateiramente,


O canto do meu lábio.


Era real. Tudo era realmente,


Tal como o astrolábio,


Chamado coração,


Que me conduz.


Mesmo cego


Pelo inexplicável capuz


Da escuridão,


Que nego


E me tolhia,


Via!


Meu Deus!


Via!


 


 Luís Santiago


 


Odeceixe, em 02-07-2009

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