As faúlhas borboleantes,
Nibelungas;
Desciam no interior
Dos meus olhos.
Em águas profundas,
No escuro!
Cintilantes!
Via-as; era real...
Tal como era verdadeira
A escuridão que me envolvia.
Sabia que estava ali,
Naquele lugar,
Pela brisa batida no meu rosto,
E, não era suposto,
Mas sabia
Que estava ali, naquele lugar,
Pela lágrima escorrendo
De mansinho,
Vindo beijar sorrateiramente,
O canto do meu lábio.
Era real. Tudo era realmente,
Tal como o astrolábio,
Chamado coração,
Que me conduz.
Mesmo cego
Pelo inexplicável capuz
Da escuridão,
Que nego
E me tolhia,
Via!
Meu Deus!
Via!
Odeceixe, em 02-07-2009
