Na economia moderna a Identificação Geográfica (IG) é a forma que a indústria e o comércio têm de divulgar e abalizar produtos de uma região determinada que possuam características especiais, sejam culturais ou geográficas, agregando assim valor e reputação ao produto, protegendo o produtor e garantindo a qualidade desejada para o consumidor.
Paises como a França, Espanha, Alemanha, Portugal e outros já utilizam desse expediente há muito tempo para projectar seus produtos mais famosos e mundialmente apreciados. Agora o Brasil também já tem IG para os vinhos espumantes do Vale dos Vinhedos (RGS), para o café do Cerrado Mineiro, para a carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, para cachaça de Parati (RJ) e em breve para o queijo Minas produzido nas regiões da Serra da Canastra, Serro, Araxá e Alto Paranaíba. Para isso já foram feitos os levantamentos do perfil do solo, tipo de capim, temperatura, humidade, incidência pluviométrica da região, técnica artesanal local, dados que farão parte do dossiê, para obter o registo no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e que definirão as normas de confecção do queijo, como tipo de leite, coalho, fermento lácteo natural e sal, além da forma, altura, circunferência e peso final.
Este processo irá beneficiar 10.700 produtores rurais mineiros, sendo que destes 85% vivem da agricultura. Isso veio confirmar a importância económica e social do IG na vida e na economia do país.
Dados da Revista Evidencia RURAL (outubro/07)
Maria Eduarda Fagundes
Uberaba, 29/11/07