A bem da Nação

“Eu quero ser Primeiro-Ministro”

 


- O Rebelo de Sousa diz que é igualzinho. Não mudou nada.


- Nada!


- Ele, o Seguro, diz que quando for Primeiro-Ministro fará assim, fará assado. Eu quero ser Primeiro-Ministro, é o que o Seguro diz, é o que todos os Seguros querem.


- E até os menos Seguros. Pois! O déjà entendu, o déjà vu de sempre. “Le style c’est l’homme”, disse um tal Buffon. No nosso caso, “c’est la nation-même”. Qualquer um que queira ir para lá, para o Governo, é assim que dirá: “Eu quero ser Primeiro-Ministro”. E logo os do Governo ironizam contra as pretensões dos tais, esquecidos do que com eles se passara, os da oposição aliam-se, prontos para atacar quando estes lá chegarem. De momento, atacam os que lá estão.


- Só conversa! - proclama a minha amiga, completamente céptica.


- Ninguém tem soluções. Ninguém, ninguém, ninguém! Se houvesse solução, estava o País salvo!


- O que é um facto, é que eu acreditava na seriedade deles. Mas já vi que o discurso do Vítor Gaspar, que aliás nada teve nunca de vitorioso nem de generoso, mas que inicialmente se me afigurou competente, de uma subtileza de seriedade contrastante com a volubilidade farfalhuda dos habituais, não se tem mostrado nada esclarecedor, feito de promessas adiadas, sem explicitação dos motivos sobre o prometido início da nossa ascensão lá para os anos 13 ou 14, em absurdo contraste com o peso brutal sobre as bolsas – as habituais – dos menos dotados, economicamente falando, e as desgraças ascensionais dos que perdem empregos ou os não conseguem adquirir…


- E ninguém conseguiria fazer melhor.


- Não!
Mau grado as promessas dos Seguros, candidatos ministeriais que gingam na sua seriedade matreira, a chamar amigos… E tem amigos.
(*) 
Todos os que, esquecendo a situação vilipendiosa a que fomos reduzidos por efeitos, também, da muita desgovernação corrupta anterior, criticam acerrimamente a governação actual, ignorando as contingências internas e as pressões exteriores resultantes de tudo isso e do facto de sermos como somos – dum modo geral pouco escrupulosos.


- Muita sorte ainda se o FMI não nos abandonar…


- Parece que ainda não abandonou.


- Rezemos para que não abandone.


- Oremus!


 


Berta Brás


 


(*)http://www.google.pt/imgres?q=Oremus&um=1&hl=pt-PT&sa=N&tbm=isch&tbnid=nuiYOu282FgyNM:&imgrefurl=http://www.vinhosevinhos.com/produto.asp%3FsCodProduto%3D100.brut.001%26words%3DEspumante%2BOremus%2BBrut%2B750%2Bml&docid=xYiM30q49n70kM&w=95&h=350&ei=PRFyTrTGBPCN4gTstZX3AQ&zoom=1&iact=hc&vpx=499&vpy=102&dur=4797&hovh=280&hovw=76&tx=102&ty=176&page=1&tbnh=130&tbnw=35&start=0&ndsp=23&ved=1t:429,r:3,s:0&biw=1024&bih=753

0