A bem da Nação

ESTILOS





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Atribui-se a Napoleão o conceito de que os homens superiores debatem ideias, os vulgares referem factos e os medíocres discutem pessoas.


 


Não havendo medíocres nas nossas cercanias, o vulgo dedica-se à discussão dos factos e os inúmeros intelectuais com que topamos preocupam-se com as ideias. Será?


 


Basta o Caro Leitor assistir aos inúmeros programas televisivos dos abundantes comentadores encartados para formarmos a nossa própria opinião sem necessidade das achegas que por aqui eu possa dar. E note que, neste preciso momento, estou a referir-me a pessoas, o que é tipicamente medíocre. Mas isso é um conceito napoleónico e alguém por nós já liquidou quaisquer veleidades imperiais da Nação portuguesa.


 


Sim, liquidaram de facto. Mas nós temos virtualidades que nos permitem encarar o futuro em equidade com todos os povos que algures no mundo e ao longo da História governámos umas vezes bem e outras «assim-assim». E essas virtualidades traduzem-se na capacidade que hoje temos de fazer uma Lusitânia Armilar assente no software e abdicando do hardware. Ou seja, não será com dispendiosos exércitos «putinescos» ou com gananciosas empresas multinacionais que voltaremos à nossa dimensão global, será sobretudo pela igualdade, pela Cultura e pela convivência pacífica.


 


E como faremos isso? Bem, já o estamos a fazer e não pedimos autorização a ninguém. A nossa Escola de Português (e não de «acordês») no Facebook já ultrapassou os 120 alunos e até ao momento nela estão publicadas 18 lições ministradas pela Professora Filomena Ferro; o grupo de amizade com Diu já ultrapassa os 800 membros; o grupo de conversação em português destinado aos lusófonos de Bombaim dá os primeiros passos; está aberto o processo para pedirmos ao Governo Português a nomeação de um Cônsul Honorário em Diu e outro em Damão; a Gramática Portuguesa da Professora Berta Brás está em distribuição aos professores na Guiné-Bissau e no norte de Moçambique… E o mais que se verá.


 


Só voluntariado e acções a custo zero para o Estado Português.


 


E tudo isto, apesar do conceito napoleónico, para tratarmos de pessoas.


 


Este é o nosso estilo, aceitamos companhia.


 


Pena é que o Director de Programas da RDP ainda não tenha tido tempo para responder ao e-mail que há meses lhe enviei (por indicação do Presidente da RTP/RDP que me respondeu instantaneamente) para a feitura de um programa semanal a custo zero para a empresa denominado «Lusitânia Armilar». Mas eu compreendo que esse cavalheiro deva estar muito ocupado a discutir ideias enquanto nós queremos apenas tratar de pessoas.


 


Agosto de 2015


 


Eu, Barril-8AGO15-2.jpgHenrique Salles da Fonseca

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