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Maât – Deusa egípcia da sabedoria, verdade, justiça, da lei e da ordem, filha de Ra e esposa de Toth.
Magos – Do persa mag. Na Babilónia e na Pérsia antiga os magos, oriundos duma tribo meda, formavam uma casta de astrólogos e sábios (chamados mágicos), do seu nome vem a palavra magia.
Mahabhãrata – Uma das grandes epopeias da Índia e certamente o mais longo poema do mundo, conta as aventuras dos guerreiros descendentes de um herói mítico, Bharata. Esta obra mostra um pouco da Índia pré ariana, onde o matriarcado se manifesta, noção totalmente estranha ao brahamanismo. Os Pandava, cinco irmãos esposos de Draupadi, lutam contra os Kaurava. Por fim derrotados, são exterminados.
Mahadeva – Do sânsc., “grande deus”, nome às vezes dado a Çiva.
Mahatma – Do sânsc., “grande alma”, título dado a Ganhdi.
Mahdi – Do árabe “bem dirigido”, no Islão nome dado a um descendente do Profeta.
Maitreva – No budismo mahãyãna, um dos grandes bodhisattva que deve tornar-se o Buda futuro, daqui a 5 biliões e 656 milhões de anos. Reside no “Sol dos Tushita”
Mana – Palavra que nos melanésios significa “força invisível”, de fonte de energia escondida.
Mandala – Figura do budismo tântrico, diagrama místico, cósmico e mágico que serve suporte à meditação.
Mandeismo – Religião do tipo gnóstico, segundo etimologia arménia, muito importante nos tempos antigos. Vários livros sagrados exprimem as suas crenças, sendo os principais Ginza Rba ("O Grande Tesouro", em mandeu) ou Siddra Rba, ("O Grande Livro" em árabe) é uma das muitas escrituras sagradas da religião mandeíta. Também é conhecido como O Livro de Adão. Consiste de 18 livros em 62 capítulos, contendo cerca de 700 páginas. O livro, escrito à mão, possui textos na vertical em cada página da direita para os vivos, e os textos quando virados de cabeça para baixo, são os deixados para os mortos. A secção direita do Ginza Rba contém secções lidando com narrativas sobre teologia, criação, ética, e história. A secção da esquerda é para ser lida com a alma do homem após a vida.
Maniqueismo – Religião fundada por Manès, filósofo cristão no começo do séc. III d.C., quando teve visões que o levaram a proclamar a sua doutrina, um sicretismo de mazdeísmo, cristianismo e budismo. Manès sofreu a hostilidade dos adoradores do fogo, foi preso e morreu no calabouço.
Mantra – Do sânsc., “controle da mente”.
Manu – Do sânscrito, “homem”, o nome do primeiro homem, que no vedismo é ligado ao sacrifício. Nos Purãna a mitologia indica catorze Manu, um dos mais importantes seria o que salvou a humanidade no dilúvio, o Noé indiano, que foi o ancestral de todos os humanos.
Maomé – Fundador do Islão, (Meca 580 – Medina 632), o seu nome significa “o Louvado”, chamado o Profeta. Da poderosa tribo dos karaichitas que se pretendiam descendentes de Abraão por seu filho Ismael. Casou com a rica viúva Khadidja que lhe deu oito filhos e uma filha Fátima, que casou com seu primo Ali, assegurando assim a sucessão. Dum temperamento doce e místico, Maomé, com quarenta anos atravessou uma fase de ascese e meditação. Foi nessa ocasião lhe apareceu o Anjo Gabriel que lhe transmitiu versículo por versículo o que veio a ser o Corão. Em 622 tendo perdido os seus filhos e o tio que o educara, refugiou-se em Medina. Essa data histórica ficou chamada a Hégira (fuga, emigração) e marca o ponto de partida do Islão e uma grande mudança na vida da Maomé. Torna-se organizador, chefe de Estado, ao mesmo tempo que chefe espiritual. Rompe com a sua tribo estabelecendo com os árabes a unidade pela lei. As lutas foram longas, com intervalos para a peregrinação a Meca que Maomé soube incorporar ao Islão. Ao fim de pouco tempo era mestre de toda a Arábia, depois de ter combatido as tribos rebeldes, os judeus, ricos comerciantes desde longa data. No segundo período da sua vida desposou catorze mulheres. A maioria, tomadas das tribos vencidas, e uma delas, Aicha teria um papel importante após a sua morte.
Marcos – Apóstolo e evangelista, 43-68, segundo a tradição fundador da Igreja de Alexandria, onde morreu e foi sepultado. Em 828 dois comerciantes de Veneza roubaram o corpo e para que o caixão não fosse inspeccionado pelos muçulmanos cobriram-no com carne de porco; levado para Veneza tornou-se o Santo patrono. A referência a São Marcos é oriunda do Século IV, quando os escritores dos quatro Evangelhos foram representados por símbolos alados e suas cabeças envoltas numa auréola, a partir da visão do Profeta Ezequiel: o homem (Mateus), o touro (Lucas), a águia (João) e o leão (Marcos).
Marduk – O grande deus criador da Babilónia que matou o monstro Tiamat, a deusa do mal, a quem tirou o Céu e a Terra.
Maronitas – Cristãos do Oriente, uniatas de rito sírio. O nome é de São Maron que reuniu no Líbano cristãos desejosos de afirmar a sua fidelidade ao concílio de Calcedónia em 451. Multiplicaram-se os seus mosteiros, tiveram que lutar contra vizinhos heréticos, depois contra os muçulmanos que os escorraçaram para as montanhas. Ainda subsistem no Líbano e Síria, o elemento católico sob o patriarcado de Antioquia.
Marranos – Em toda a Península Ibérica, judeus que se mantinham fiéis ao judaísmo depois duma forçada conversão ao cristianismo.
Maya – Do sânscrito, “ilusão, força mágica”.
Mayas – Antigo povo do Yucatan, na América Central. Tinham uma religião agrária com semelhanças com os astecas e Toltecas, fortemente dualista tinha divindades do bem e do mal.
Mazdeismo – Antiga religião dos iranianos com origens comuns aos indo-arianos, povos nómadas que não deixaram nenhum monumento, mas que livros sagrados atestam um culto comum aos bovinos na classe sacerdotal e aos cavalos, os guerreiros. O nome mazdeísmo vem de mazdâo, “Luminoso, omnisciente”, do grande deus. Religião organizada e definida nos medas por Zoroastro, que estabeleceu um colégio de magos, cujas escrituras santas são o Avesta.
Meca – Cidade santa dos muçulmanos, onde nasceu o profeta. Bem no centro veneram a Kaaba, que segundo a tradição teria sido construída por Abraão e seu filho Ismael, deixando ver no interior a famosa pedra negra, o centro do mundo islâmico.
Melquitas – De melek, “imperador”. Cristãos do Oriente que depois do concílio de Calcedónia, 451, tomaram o partido do Imperador.
Menonitas – Seita protestante muito austera fundada na Suíça no séc. XVI. Ferozmente independentes, objectores de consciência, foram perseguidos por toda a Europa onde não pararam de se desenvolver. Admitem as verdades fundamentais do cristianismo e o baptismo. Um grande número conseguiu estabelecer-se na América onde vivem em pequenas comunidades sempre muito fiéis aos seus costumes originais (vestuário) e à sua austeridade.
Mesquita – No Islão, lugar de oração e de prosternação.
Messias – Do arménio meschîkhâ, “o ungido, sagrado pelo Senhor”, passou em grego para kristos, “salvador, enviado de Deus”. Nos hebreus há quem tenha a ideia de que a queda de Adão dava ao povo de Deus a esperança da salvação pela vinda de um Messias. Este devia ser descendente do rei David. No Islão o mahdi é o Messias.
Metodistas – Protestantes que seguem o ensinamento de John Wesley, seu irmão Charles e seu amigo Whitefield, do séc. XVIII, pastores anglicanos que pregaram um “método” de vida espiritual com desligamento da igreja anglicana. Na América constituíram um metodismo episcopal, mas em Inglaterra foram-se dividindo e subdividindo; são evangelistas mas não reconhecem a predestinação calvinista.
México – Quando da invasão dos espanhóis os aztecas eram os mestres do país e a sua religião parecia um sincretismo dos diversos povos submetidos, olmecas, toltecas, etc. O panteão azteca compreendia uma série de deuses, como Tezcatlipoca, Deus do céu, da antiga tribo azteca, Quetzacoatl, o Kukulkan dos mayas, Mictlantecuhtli, Deus da morte, Xipe-Totec, Deus do Oeste, Tlaloc, Deus dos teotihuacanos, particularmente venerado.
Milagre – Do lat. miraculum, “acontecimento maravilhoso, violação das leis da natureza, prodígio de intervenção divina”.
Milenaristas – Do lat. millenium, mil anos, membros heréticos duma seita do séc. I que esperava a segunda vinda de Cristo.
Minimos – Membros duma ordem fundada por são Francisco de Paula na Calábria em 1435. Pregavam a humildade sendo assim abaixo dos “padres menores”.
Mistério – Do gr. mustês, via lat. mysterium, em teologia “verdade inacessível”. Na Caldeia, Egipto, Grécia e em toda a antiguidade os mistérios sempre foram um conjunto de doutrinas ou práticas religiosas de que os homens se assombravam por não compreenderem, mas que procuravam explicar.
Monaquismo - Modo de vida dos que deixam os assuntos do mundo e se devotam à religião.
Monge – Do gr. monos, via lat. monachus, “só”, religioso que consagra a sua vida a Deus. Primeiro anacoreta, depois cenobita.
Monofisitas – Do gr. monos, "único, singular", e physis - "natureza", os que defendem que, depois da união do divino e do humano
na encarnação histórica, Jesus Cristo, como encarnação do Filho ou Verbo (Logos) de Deus, teria apenas uma única "natureza" que não era mais nem divina, nem humana e nem uma síntese de ambas. Refere primordialmente à posição dos que, especialmente no Egipto e, em menor grau, na Síria, rejeitaram as decisões do Concílio de Calcedónia em 451.
Montanistas – Movimento cristão fundado por Montano por volta de 156-157, que se organizou e difundiu em comunidades na Ásia Menor, Roma, e Norte de África. Por se ter originado na região da Frígia, era chamada de Heresia Frígia. O movimento caracterizou-se como uma volta ao profetismo, pretendendo revalorizar elementos esquecidos da mensagem cristã primitiva, sobretudo a esperança no Juízo Final.
Moravos – Membros da mais antiga seita protestante, fundada na Boémia em 1465, depois da morte de João Huss. Também conhecidos como Igreja dos Irmãos Unidos ou Irmãos da Lei de Cristo, e que se fixaram na fronteira da Morávia, região leste da República Checa, hoje com comunidades na Holanda, Estados Bálticos e EUA. Admitem o Credo de Niceia e a maior parte dos sacramentos, simplificados, têm um clero hierarquizado e uma organização mundial de províncias governadas por sínodos.
Mormons – Adeptos da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, estabelecida por Joseph Smith em 1830, no estado de Nova York. Não usam os ensinamentos bíblicos – embora creiam na Bíblia – pois seguem as revelações e ensinamentos inscritos no Livro de Mórmon, que teve origem numa descoberta de Smith em várias placas aparentemente de ouro, gravadas com vários hieróglifos, vertidos por ele para o inglês. Parece que estes escritos narram a história dos americanos pré-colombianos. A palavra mórmon foi retirada do nome de um outro profeta, que teria sido um predecessor na reunião dos textos sagrados desta religião.
Mout – Deusa mãe, egípcia, na mitologia de Tebas.
Muçulmano – Do árabe muslim, “que se entrega a Deus”.
(continua)
Dezembro de 2013-12-18
