A bem da Nação

ENSAIO SOBRE RELIGIÃO – 10

 


 


 


- I -


 


  Içvara ou Ishvara– Do sânscrito que significa “o senhor”, nome dado no hinduísmo ao Ser supremo.


 


Imam  –  Do árabe imma, “proceder, caminhar na frente, chefe”. No árabe eram assim chamados os condutores de caravanas, foi dado a Maomé e depois a seus sucessores, enquanto o termo califa passou a referir os “chefes dos crentes”, não só no campo espiritual como temporal. Nos sunitas o título de imam foi dado aos fundadores dos quatro grandes ritos ortodoxos, ou escolas de jurisprudência como a certos grandes teólogos. Nos xiitas do Irão, os imans, em número de doze, são os sucessores de Ali, mas nos ismaelitas são só sete. Hoje o imam é aquele que em cada mesquita dirige as orações.


 


Imposição das mãos  – Gesto de bênção, símbolo da invocação e pedido da graça de Deus. Rito antigo muito referido na Bíblia.


 


Incas  – Povo do Andes,   sobretudo do Peru, onde o soberano absoluto, de direito divino, filho do Sol, impunha a todos os súbditos um medo reverencial, sendo assim o chefe do culto oficial, do Sol, a que se juntava o do Trovão, da Lua, da Terra, etc.


 


Indra  – Na Índia antiga um dos grandes Deuses da mitologia védica, o Deus do Céu, das Nuvens, da Chuva e do Relâmpago. O seu culto muito popular afirma-se com o brahmanismo no séc. VIII a.C.


 


Inferno  – Do lat. infernum, “lugar inferior”. Muito tempo considerado o lugar dos mortos, bons ou maus em todas as religiões primitivas. Mais tarde o Hades dos gregos – local de residência dos mortos – divide-se em Campos Elíseos para os bons e Tartária para os maus; no zoroastrismo a alma pura juntava-se a Ormuzd, enquanto a alma danada era entregue aos demónios, e foi sempre assim evoluindo, passando pelas religiões do Egipto, budismo, judaísmo, cristianismo, etc.


 


Inquisição  –  Tribunal eclesiástico medieval, encarregado de procurar e julgar os heréticos, face ao crescente número de heresias que inquietou a Igreja Católica.


 


Ise  – Cidade santa do Japão, centro do shintoismo, na ilha de Hondo, onde existe um conjunto de templos dedicados à Deusa do Sol Amaterasu. Um dos edifícios guarda o espelho mágico Yata, cuja origem é lendária: terá sido forjado pelos kamis para enganar Amaterasu e fazê-la sair da caverna, devolvendo, assim, a luz do Sol ao Mundo.


 


Ishtar ou Astarte  – Grande Deusa assírio-babilónica, a Astarte dos cananeus e dos fenícios, Deusa da fecundidade, da vegetação e do amor. A ligação entre o céu e a terra.


 


Isis  – A Deusa mais familiar do panteão egípcio, filha de Geb e de Nout, esposa de seu irmão Osiris, mãe de Horus. Deusa universal foi assimilada pelos gregos como Demetra, Deusa mãe, ou Deusa da distribuição e em Roma chamou-se Ceres, de onde os cereais e a cerveja.


 


Islão  – Do árabe, “resignação, renúncia, abandono a Deus”, religião fundada por Maomé cujos seguidores são muçulmanos, do árabe muslim,  “submisso, crente”. O dogma, “iman”, ou fé, é simples e compreende a crença em Alá Deus único, não criado e criador, e em Maomé o seu enviado, que deu a conhecer a sua religião através do livro santo, Corão. Esta doutrina assenta em cinco pilares a que mais tarde acrescentaram um sexto: 1°- a recitação e aceitação da crença (Chahada ou Shahada); 2°- orar cinco vezes ao longo do dia (Salá, Salat ou Salah); 3°- pagar esmola  (Zakat ou Zakah); 4°- observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam); 5°- fazer a peregrinação a Meca  (Haj) se tiver condições físicas e financeiras, e 6°- fazer a guerra santa, o sexto pilar, (Djihad) que permitiu a rápida expansão da religião muçulmana, onde o combatente estava seguro de ir para o paraíso de Alá se morresse em combate. Monoteísta, rejeita a Trindade mas admite a veneração de Jesus como profeta e de Sua Mãe a Virgem Maria de quem fala no Corão. Admite a crença no anjos e sua hierarquia (Gabriel, Micael, Azael e Israfil estão no topo); os outros ajudam os fiéis a triunfar do mal, abaixo vêm os djinns, bons ou maus génios populares ou esposas celestes ou damas de honra do paraíso que devem ser a recompensa do crente nos jardins de Alá. Os muçulmanos dividem-se em sunitas, cerca de 80 por cento, e xiitas. Há ainda uma ramo Karajita, hoje conhecidos como ibaditas que vivem sobretudo em Omã.  “Os islâmicos consideram-se superior aos judeus, aos cristãos, aos budistas, aos hindus. A única lei que Alah aceita é o Islamismo. E qualquer um que aceitar outra lei que não o Islão, não será aceito", e a sua agressividade vem, dentre outras da Sura 4, Versículo 89: "Eles almejam que renegueis a Fé como eles a renegam, e, assim, sereis iguais. Então, não tomeis, dentre eles, aliados, até que emigrem, no caminho de Allah. E, se voltarem as costas, apanhai-os e matai-os, onde quer que os encontreis. E não tomeis, dentre eles, aliado nem socorredor." 


 


Ismaelismo – é uma das correntes do esoterismo islâmico, que se enquadra no Islão Xiita.


 


Ismaelitas – Seita fundada no séc. VII no seio do xiismo admitindo a crença em Ismael, sétimo imam, a que a morte está negada. Este deve reaparecer um dia como “mahdi” ou Messias, fará reinar a justiça e punirá os opressores dos descendentes de Ali. Os dois filhos de Ismael foram corridos de Meca, um refugiaram-se na Pérsia e outro na Síria.


 


Izanagi e Izanami – Grandes Deuses da mitologia japonesa do xintoismo, Pai Céu e Mãe Terra. Foi a sua união que gerou o mundo dos Deuses e dos homens.


 


(continua)


 


Dezembro de 2013


 


 Francisco Gomes de Amorim

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