A bem da Nação

DOMÍNIO INGLÊS NO BRASIL - 9

 


 

            OS TRATADOS DE 1810

 

 

Final da parte 8: Strangford foi instruído para, nas negociações, firmar um acordo de comércio, ou seja, tomar as providências necessárias para a abertura do Brasil ao comércio inglês. As instruções lembravam ao representante inglês o interesse em obter um porto livre para a Inglaterra na ilha de Santa Catarina, onde as mercadorias inglesas seriam transferidas para os navios portugueses e espanhóis a fim de serem transportadas para consumo nas colónias espanholas. As instruções referiam que em qualquer tratado deveria constar um artigo regulando a extinção do tráfico de escravos.

 

 

Parte 9: A QUESTÃO PLATINA

 

 

O governo de D. João mantinha o propósito de interferir no Prata motivado por apreensões quanto às intenções da França em relação àquela região. O Príncipe Regente resolveu frustrar os objectivos daquele país com ocupação imediata dos territórios situados em ambas as margens do rio. Mediante a recusa de Buenos

Aires em concordar com tal iniciativa, a solução era agir pela força. Para os representantes ingleses, se a expedição se realizasse e alcançasse êxito seria desejável que Buenos Aires ou Montevideu fosse conservada para SUA MAJESTADE BRITÂNICA. Mas o plano sofreu alteração em decorrência da vacatura do trono espanhol. A solução estava em introduzir no Prata, como governante, D. Carlota Joaquina por ser irmã de D. Fernando VII de Espanha.

 


D. Carlota Joaquina

(1775-1830)

 

 Embora a política britânica de expansionismo mercantil concentrasse os esforços na conquista de mercados e não na conquista de território, as pretensões de D Carlota Joaquina de erigir seu trono no Prata despertou interesse na Inglaterra. O "Times"

noticiou como acontecimento de maior importância que Buenos Aires constituía, naquele momento, parte do Império Britânico; e considerando as consequências

deste fato em relação à situação daquele território, das suas possibilidades comerciais assim como da sua importância política, viam-se alimentados da ideia sobre as vantagens que poderiam ser tiradas decorrentes da conquista.

 

Continua

Therezinha B. de Figueiredo

Belo Horizonte, 19 de Junho de 2008

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