A bem da Nação

DA PROFUNDIDADE DA CRISE

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A distinção sistemática entre as humanidades e as ciências naturais – sugerindo que as primeiras são exercícios alargados e trans-históricos da sabedoria a que habitualmente chamamos de senso comum – criou um fosso que importa conhecer. De facto, durante o século XX as «ciências humanas» entraram em crise porque as ciências naturais invadiram ostensivamente o seu território daí levando a que as pessoas atirassem fora os conceitos humanistas ao abrigo dos quais o senso comum é compreendido e organizado.


 


O humanismo foi, pois, despejado para a latrina como qualquer resíduo inútil típico duma cosmovisão desaparecida.


 


Como o senso comum cai por terra quando não apoiado pela reflexão, o resultado é a perda de significado; um vazio moral, para dentro do qual fomos levados logo que nos rendemos aos falsos deuses que são o dinheiro, o consumismo e a hiper-liberdade, ou seja, a libertinagem.


 


Lisboa, Fevereiro de 2011


 


 Bragança_2007-1.jpg Henrique Salles da Fonseca


 


BIBLIOGRAFIA:


Roger Scruton – BREVE HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA – Guerra e Paz Editores, SA, 1ª edição (Junho de 2010)


 


(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://cdn.blix.pt/uploads/blogs/3706/2026-06/img_a1086431265b.jpg&imgrefurl=http://caroolbueno.blogspot.com/2009/09/aproxime-se-do-precipicio.html&usg=__inYjp0ydC3zFbseJIYegDcKR58M=&h=240&w=320&sz=9&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=s2T3WK7R1188sM:&tbnh=135&tbnw=188&ei=mqlTTZXwFs2BswbMqazwBg&prev=/images%3Fq%3Dprecip%25C3%25ADcio%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=132&vpy=80&dur=7363&hovh=192&hovw=256&tx=135&ty=93&oei=mqlTTZXwFs2BswbMqazwBg&esq=1&page=1&ndsp=20&ved=1t:429,r:0,s:0

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