A bem da Nação

Curtinhas LXXXVII

(*)


 


É PRECISO TER LATA!


 


v      Os mesmos que, com campanhas agressivas, espicaçaram a procura interna até aos limites do razoável,


 


v      Os mesmos que não se limitaram a financiar os deficits monstruosos da BTC, mas, antes, os estimularam por todos os meios cantando loas às virtudes do endividamento,


 


v      Os mesmos que desconsideraram com sobranceria as actividades produtivas no Sector dos Bens Transaccionáveis (excepção feita a uma ou outra “grande empresa”) a pretexto de que casas de habitação e remunerações penhoradas é que eram garantias - e das sólidas,


 


v      Os mesmos que preferiram emprestar dinheiro a quem nada percebia de “produtos financeiros”, a colocar ao alcance da economia portuguesa soluções para a cobertura dos riscos financeiros que a tolhiam,


 


v      Os mesmos que, todos as manhãs recitavam, comprazidos, “Espelho meu! Espelho meu...” gabando-se da excelência da sua gestão e da profundidade do seu saber,


 


v      Os mesmos que diziam que só o altruísmo os retinha por cá, uma vez que “este país” não os merecia e que le grand monde é que era o seu habitat natural,


 


v      Os mesmos que receberam prémios simpáticos só por fazerem o que arruinava lentamente a economia, sem disso terem a mínima consciência,


 


v      Os mesmos que exigiam da clientela comissões e encargos a pretexto de tudo e de nada, mas que se recusavam a reconhecer a fiança ad perpetuum com que os contribuintes portugueses os amparavam,


 


v      Esses mesmos – vêem agora exigir que o Governo patrocine (e, naturalmente, avalize, mas isso fica nas entrelinhas) junto da UE um apoio de €15 mMao abrigo de uma modalidade que ninguém conhece?


 


v      E não lhes ocorre ir mendigar esse apoio aos seus accionistas, a sede apropriada para tal, talvez para evitarem perguntas impertinentes que abalem a sua auto-estima e para não terem de se confrontar com as explicações fantasiosas que têm vindo a prestar todos estes anos?


 


v      E não lhes ocorre pôr os seus lugares à disposição, dada o óbvio e manifesto falhanço das suas actuações?


 


v      Mais uns para quem tudo o que de mal acontece é fruto da fatalidade - e a culpa mora sempre alhures. Triste sina a nossa.


ABRIL 2011


 


 A. Palhinha Machado


 


(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/banqueiros.jpg&imgrefurl=http://blogdoambientalismo.com/banqueiros-europeus-discutem-saidas-para-crise-sistemica/&usg=__ED1s4lY_mmJFO8dwvm76zNI-D4Q=&h=244&w=242&sz=49&hl=pt-pt&start=59&zoom=1&tbnid=yJRFZMrpMBh2AM:&tbnh=172&tbnw=193&ei=SSGcTYGlNcqu8gO03bHuBg&prev=/search%3Fq%3Dbanqueiros%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=280&oei=GiGcTZPNBI7usgaG2fjJBA&page=5&ndsp=12&ved=1t:429,r:0,s:59&tx=82&ty=84

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