AFINAL, CURAR É FÁCIL
v No meio de toda esta trapalhada que só nos envergonha aos olhos do mundo (os nossos pais Lusitanos também não se governavam, nem se deixavam governar; mas, ao menos, eram gente digna, que se dava ao respeito), a maior bizarria, no meio de tanta coisa bizarra, dá pelo nome de Fundo de Resolução.
v Não, desta vez, não é fruto dos indígenas doutos: esses tais que têm de ser principescamente pagos, para os termos por cá a debitar as pérolas dos seus múltiplos e profundos conhecimentos. Desgraçados seriamos nós se eles, tentados por estrangeiros ávidos também de tanta sabedoria - emigrassem.
v Veio de fora, da UE (ou da Zona Euro, não percebi bem) e determina que a recapitalização de um Banco em crise deverá ser suportada, de pronto ou em suaves prestações, pelos restantes Bancos, seus concorrentes.
v É a modos que assim: Estás mal? Vamos lá repartir o mal por toda a família, para que, num ápice, todos passem a respirar saúde.
v Só mentes toscas concluiriam que essa é a maneira certa de iniciar uma epidemia (que no mundo financeiro toma o pomposo nome de “crise sistémica”).
v Mas, se ousarem dizê-lo, sejamos compreensivos, não sabem o que dizem. Não bebem os ares de Bruxelas, é o que é.
A. Palhinha Machado
AGOSTO de 2014