
O Concílio de Trento reuniu em três períodos distintos: o primeiro, entre 1545 e 1547; o segundo, entre 1551 e 1552; o terceiro, entre 1562 e 1563. Para além destes interregnos, teve igualmente a particularidade de reunir também em Bolonha. Mas continuou a ser denominado de Trento.
Foi de França que partiu o empenho na abertura do terceiro período pois que se nos dois anteriores se tratara da Reforma Luterana, havia agora que debater todas as questões colocadas por João Calvino as quais estavam então a encorajar a apostasia da Nação francesa.
Na inauguração oficial da terceira abertura (18 de Janeiro de 1562) compareceram 114 prelados definidores (com direito de voto) e 53 teólogos, números nunca vistos nas sessões anteriores.
Em representação de Portugal, participaram activamente nos trabalhos o Arcebispo de Braga, D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, o Bispo de Coimbra, D. Fr. João Soares e o Bispo de Leiria, D. Fr. Gaspar do Casal.
Debates renhidos ficaram a pontuar as Actas das sessões mas é Fr. Luís de Sousa que atribui a D. Fr. Bartolomeu dos Mártires a frase: – Os Ilustríssimos e Reverendíssimos Cardeais precisam duma ilustríssima e reverendíssima reforma!
Sim, nem toda a História é sorumbática e massuda.
Julho de 2013
BIBLIOGRAFIA:
«O CONCÍLIO DE TRENTO», José Vaz de Carvalho SJ, in BROTÉRIA – Maio/Junho de 2013, pág. 498 e seg.

