A bem da Nação

Carta aberta ao Presidente do Brasil

 


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Sr. Presidente

 

Como o Senhor explica que quaisquer empréstimos feitos pela União aos Municípios e Estados do nosso país tenham que ser aprovados pelo Congresso Nacional e os financiamentos a países estrangeiros sejam feitos por simples vontade do Governo?

 

O seu Governo, Presidente, já perdoou dívidas de Angola, Guiné e outros, sem que o Congresso representante do povo fosse ouvido.

Agora os vizinhos, Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai se preparam para nos dar um imenso calote, avaliado em R$ 5.000.000,00 (cinco bilhões de Reais) que lhes foram emprestados em negócios que aparentam, com exceção do Paraguai, não serem muito limpos.

Todo este dinheiro que está em jogo, é dinheiro do povo brasileiro. Não é dinheiro seu, Presidente. Como o Senhor pretende dar explicações do calote que, por sua exclusiva responsabilidade, estamos prestes a tomar?

 

O malbaratar, para não usar outra expressão, dos dinheiros públicos, além do trivial assistir indiferente aos permanentes e milionários desvios de fundos públicos por políticos e seus diretos colaboradores, é caso de polícia.

 

Não se constrói uma estrada nova, não se fazem obras de infra estrutura, não se melhora a instrução pública, quase se ignora a pesquisa científica, em sete anos de governo só se investiram 8% da verba destinada à prevenção de desastres - e acabamos de perder mais de 100 cem vidas humanas só em Santa Catarina - e permite-se que se ponham nas mãos de governos populistas cinco milhões de reais que poderiam transformar para muito melhor um país de semi analfabetos e desempregados? 

 

Não se pode colocar na cadeia o Presidente da República, mas por sua total irresponsabilidade, pode impugnar-se o seu mandato através dum «impeachment».

 

É isso que a sociedade brasileira, consciente e defraudada, deverá fazer.

 

Já.

 


 

                                                   

Francisco G. de Amorim

 


Rio de Janeiro, 01 dez. 08                   

 

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