A bem da Nação

CAMÕES E A TENÇA

 


 


 


Irás ao paço. Irás pedir que a tença


Seja paga na data combinada.


Este país te mata lentamente


País que tu chamaste e não responde


País que tu nomeias e não nasce.


Em tua perdição se conjuraram


Calúnias, desamor, inveja ardente


E sempre os inimigos sobejaram


A quem ousou ser mais que a outra gente.


 


E aqueles que invocaste não te viram


Porque estavam curvados e dobrados


Pela paciência cuja mão de cinza


Tinha apagado os olhos no seu rosto.


 


Irás ao paço, irás pacientemente


Pois não te pedem canto mas paciência.


 


Este país te mata lentamente.


 


 Sophia

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