
Ilustração: Editora de Arte/G1
De tempos em tempos as manchetes dos noticiários mostram actos de violência nas escolas. No momento as pessoas se espantam, mas logo se esquecem ou até interpretam o ocorrido como se fosse uma situação de "normalidade", reflexo da sociedade em que vivemos. Mas para aqueles pais ou educadores mais atentos, que percebem a gravidade da coisa, ela pode ser precocemente identificada e combatida.
Observar os filhos, suas atitudes e palavras, conversar com eles, participar de suas vidas, dar limites, orientá-los e corrigi-los, é o primeiro passo para descobrir e prevenir sinais de possível violência. Crianças que mudam o comportamento, que se tornam arredias ou agressivas, que de repente não querem ir ou fogem da escola, que se isolam ou aparecem com sinais físicos de agressão, precisam ser " monitorizadas", podem estar sofrendo o que a mídia moderna chama de bullying, palavra estrangeira que corresponde ao nosso antigo e conhecido termo "judiar", acto de mal tratar, menosprezar ou ridicularizar outrem. E para isso a escola tem cada vez mais um papel importante, porque o que mais se vê são pais sem vocação ou sem tempo, que habitualmente se alienam da educação dos filhos transferindo para babás, instituições ou para as "ruas" os ensinamentos que deveriam dar às suas crianças. Quem não gosta de educar, não tem condições, preparo ou tempo não deveria ter filhos, pois as crianças são os protótipos da violência, como vítimas ou como origem, tudo vai depender da atenção e da educação recebidas.
Os antigos já sabiam e diziam: "A educação começa em casa". E se estende na Escola, com o aprendizado da cidadania. .
Uberaba, 03/05/09