Tinha D. Afonso Henriques ido a Sevilha fazer um fossado de que haviam resultado avultadas prebendas quando viu que estava a ser perseguido por importante grupo dos que ele prejudicara dias antes e que queriam reaver os bens que lhes tinham pertencido.
Como era costume nessas épocas, os guerreiros faziam-se acompanhar de mulheres, crianças e criados.
D. Afonso Henriques decidiu então esperá-los em campo aberto, vazio (significado de «ourique») e fazer-lhes frente em local tão inesperado pelos mouros.
Não esperando pelo combate em local tão vazio e sem defesas, os mouros foram apanhados desprevenidos e vencidos.
D. Afonso Henriques manteve as prebendas que fossara em Sevilha, ficou com as mulheres dos mouros que morreram no combate, filhos e criados e seguiu caminho em direcção a Coimbra.
Só que dentre os cativos, dizia-se haver muitos mossárabes e o clero de Coimbra veio-lhe ao caminho exigindo a D. Afonso Henriques que libertasse de imediato esses cativos cristãos.
Parece que sim, que foram libertados mas é conveniente consultar fontes históricas mais eruditas que a minha para saber como decorreu o episódio até à calmaria que se lhe seguiria…
Henrique Salles da Fonseca
(em Marrakesh, terra moura)
