A bem da Nação

ASSIM VAMOS...

 


 


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Um dos livros estaminais da minha formação política foi o «Wholstand für alle» de Ludwig Erhard cuja edição portuguesa – «Bem-estar para todos» – acabei por perder nas mudanças de casa que sempre acontecem ao longo da vida. Comecei a lê-lo no original alemão por empréstimo de uma biblioteca por onde ia passando mas rapidamente o troquei pela tradução portuguesa logo que ela apareceu. Passou-se isto nos finais do liceu e quando cheguei à Universidade já me deixava atrair pela democracia-cristã. De seguida, durante a Universidade e depois dela, li outras «coisas» e, sem envolvimento religioso, assentei mesmo praça na democracia-cristã.


 


Passaram-se uns anos até que, tropa feita e vida profissional começada, chegou o ano de 1974 e, com ele, o 25 de Abril que «apanhei» em Lourenço Marques pois gostara tanto de Moçambique que para lá tinha voltado já na disponibilidade militar.


 


Regressei a Lisboa no dia 10 de Agosto de 1974 já com Vasco Gonçalves a gesticular e a dizer coisas para mim quase incompreensíveis pois ele só falava em português depois de traduzir do soviético. Até que deixei de tentar percebê-lo e decidi que não podia ficar quieto.


 


E pus-me a observar os acontecimentos e a ouvir o que se ia dizendo... E não perdi muito tempo até dar por mim a pensar que as coisas deviam ser de uma certa maneira e, curiosamente, no dia seguinte a ouvir o CDS dizer o que eu tinha pensado. Quando se fazia ouvir, o PDC (Partido da Democracia Cristã) dizia coisas que não me soavam nem coincidiam com o que eu pensava. E assim foi que aderi ao CDS por convicção doutrinária e coincidência de opiniões estratégicas. Corriam os inícios de 1975.


 


Até hoje, passados que são 40 anos.


 


E assim vamos...


 


Abril de 2015


 


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Henrique Salles da Fonseca

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