A bem da Nação

ASSIM DANÇA ZORBA - 8

 


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Grandes vergonhas que a Europa deixou a Grécia alcançar e que esta se recusa a reconhecer.



  1. Subornos e evasão fiscal


 


A Grécia também se destaca a nível europeu por liderar todos os indicadores de evasão fiscal.


 


Antes da crise, um em cada quatro (25%) trabalhadores não pagava impostos, de modo que o Tesouro público deixava de arrecadar anualmente entre 15.000 a 20.000 M€!!!  


 


Prova disso é que, antes da crise, numa população tributária total de quase 12 milhões, pelo menos uns 5.000 contribuintes gregos reconheciam abertamente que cobravam mais de 100.000 €/ano, mas que não pagavam impostos.   Lewis[1] explica no seu livro que dois terços dos médicos privados não pagam um único euro de impostos e declaravam uma receita menor que 12.000 €/ano, que era o limite mínimo para começarem a ser tributados.


 


Além disso, o suborno está na ordem do dia.   Alguns estudos indicam que os gregos gastam cerca de 800 M€/ano em subornos para evitar multas ou para que os funcionários (incluindo muitos inspectores fiscais) fechem os olhos às suas obrigações. Para dar apenas um exemplo, o Ministério das Finanças demitiu, há poucos anos atrás, 70 colaboradores que tinham património ou activos imobiliários de 1,2 milhões, quando o seu salário não excedia os 50.000 €.


 


Outro facto marcante é que a proporção de trabalhadores por conta própria na Grécia também é dos mais elevados da UE e não porque os gregos sejam particularmente empreendedores, mas pela extrema facilidade em ocultar rendimentos ao Fisco.


 


Como se isso não bastasse, em anos eleitorais (tal como aconteceu em 2009), a receita cai muito substancialmente (até 30%), independentemente da forma como evolui o PIB, já que os políticos, especialmente a nível local, costumam prometer o perdão do pagamento de impostos como forma de comprar votos.


 


 


(continua)


 


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[1] - Michael Lewis, no seu livro Boomerang “Viagens para o novo terceiro mundo europeu” (publicado pela Deusto)

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