A bem da Nação

AO SABOR DA CORRENTE DAS PALAVRAS...

 


 




Portugal está mal e é mal gerido!


 


Independentemente de lucubrações partidárias e ideológicas – sempre defendi o liberalismo económico na perspectiva social e não na perspectiva capitalista, ou seja, o liberalismo conduzido pelo lucro formal e justo, e não pela selvajaria comandada pela ganância e agiotagem descontrolada.


 


É curioso! As normas de Direito Privado e Direito Público e as normas de Direito Internacional Público e Direito Internacional Privado previnem e condenam a usura e o enriquecimento sem causa, mas, o Sistema Financeiro Internacional, a coberto das regras de funcionamento do mercado financeiro, continua impune às consequências da sua utilização dolosa…


 


Entre outras coisas, um dos cernes da questão está aqui. As regras de mercado financeiro têm de ser mudadas e enquadradas nas filosofias do comportamento moderno, sem isso, o mundo ficará de pernas para o ar e dependente de uma Sociedade Virtual que tem o dinheiro como Deus. 


 


Este Templo tem de ser varrido dos vendilhões, numa segunda Parusia. Ou, estaremos à beira do Apocalipse!


 


Todos temos direito, Homens e Mulheres, a um salário justo, proveniente de um trabalho adequado e decente. Sou contra os calões que vivem à custa dos sistemas que, por serem isso mesmo – sistemas – não conseguem controlar os espertalhões que vivem à custa do esforço e dos sacrifícios dos outros. 


 


Em resumo, a sociedade portuguesa, como qualquer das outras, no mundo, precisa de Ordem Social, o mesmo é dizer que carece de Justiça, não de justicialismo; de Ordem, não de Ditadura; de Equilíbrio Democrático, não de sistemas enviesados de cariz pretensamente democrático controlado por partidos pejados de profissionais do desenrascanço e não das competências e experiências técnicas necessárias para combater as fraudes, corrupções e malfeitorias de que estão pejados os relacionamentos interesseiros de classes que se alcandoraram no poder à custa de trocas de favores e outros quejandos de malcheirosa sem-vergonhice. 


 


Mas, no final de tudo isto vamos parar a olhar no espelho da imperfeição porque nada do que é humano é perfeito e os sonhadores


não podem combater a realidade que a Vida, no seu inexorável decurso, nos apresenta…


 


Mas, a cause dessas fatalidades devemos deixar que o cansaço nos vença? Não! Definitivamente, não!


 


O perigo, como afirma o Exmº General Garcia Leandro existe. 


 


Mas, não fomos um País que viveu a glória da aventura marítima cantada em estrofes camonianas? Onde está a garra dos Mestres de Avis e dos Dom Nuno Álvares Pereiras? Faltam-nos Homens de Antanho e que defendiam a Pátria com unhas e dentes, à custa da própria vida. 


 


É claro que isto é História e estamos na idade moderna, onde ter estes princípios que nos ensinaram na escola em pequeninos, passaram de moda e, até são considerados fascistas, provenientes da grande escuridão que vivemos durante quarenta anos, apesar de eu, pessoalmente, considerar que sustentarmos os nossos males actuais na grande noite fascista é desculpa que já não pega. 


 


A nossa Democracia já é adulta, já se livrou dos cueiros. 


 


Mas, a opressão que vivemos agora, decorrente da má gestão do Estado que vem sendo praticada pelos sucessivos Governos, algures a partir da instalação do regime democrático e no pós descolonização do território ultramarino, cujas asneiras foram praticadas por quem agora anda montado na acalorada defesa dos trabalhadores, mas, que, na altura se borrifou para a defesa dos interesses dos brutal e desorganizadamente descolonizados e os integrou na sociedade portuguesa como um rebanho indesejável… 


 


Coisas da História e dos esquecimentos oportunos de políticos que se julgam sem mácula. 


 


Os mesmos que no cumprimento de um sonho do pós II Guerra Mundial, de inteligentes líderes mundiais, vêm assumir uma integração europeia, com a qual, publica e individualmente, concordei, mas, cuja decisão não foi plebiscitada, ou seja, não foi sujeita à outorga do Povo Português. 


 


É um mal congénito dos políticos portugueses, quiçá, de outros políticos; apanhando-se, por via de actos eleitorais em qualquer escalão do poder, distanciam-se imediatamente dos que os elegeram e pensam-se dotados de um poder divino que lhes permite fazerem


toda a espécie de asneiras. Sentem-se importantemente imunes como pequenos ditadores; malformação congénita, desvio cultural.


 


O Estado, à custa de partidos, da direita à esquerda e dos job for the boys (todos têm responsabilidades e escusam agora de vir gritar ó da guarda! que a responsabilidade é deste Governo) transformou-se no monstro insaciável, predador do dinheiro de todos nós e que vive sem critério, nem regra. 


 


Deixou de ser o Ente Público, pessoa de bem, que nos foi legado, para passar a ser um Ente sem palavra e não cumpridor das leis e dos prazos que impõe aos outros.


 


Mas, felizmente, isto tem solução, feito com coragem, competência e discernimento e não à bruta e em cima do joelho, como tem sido apanágio. 


 


Não como os outros querem, mas, como nós queremos. Não me venham com conversas. Nos tempos de hoje, nada é inegociável. 


 


Em finanças e economia nada se perde, tudo se negocia, tudo se transforma…


 


Mas, se quem tem filhos tem cadilhos, quem tem troika tem troikadilhos…


 


Até breve!  


 


 


 Luís Santiago  

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