A bem da Nação

A “UNIÃO EUROPEIA”

 


 Odoacro vence Roma



Segundo a lenda, Roma foi fundada em 753 a. C., e começou a ser um reino, depois uma república, depois um Império, e morreu de degenerescência política, acossada pelas invasões bárbaras e dissenções internas. Tudo que nasce morre, é uma lei inelutável da vida: "Tout passe, tout casse, tout lasse".


 


Mas não morre sem deixar atrás de si memórias, saudades ou raivas insanáveis, ou invejas. Foi o que aconteceu com Roma.


 


Nos séculos que se seguiram, houve várias tentativas de fazer renascer o Império de Roma, tentativas que fracassaram, porque a tendência do mundo não é gerar impérios, pelo contrário, é de dar liberdade individual às gentes, liberdade essa como a advogada pelo Cristianismo.


 


E ainda hoje lutamos entre o encarneiramento dos povos e essa liberdade cristã, a que todos aspiramos, tantas vezes inconscientemente. E os casos mais flagrantes nos dias de hoje são a tentativa paranóica dos EUA de dominarem todo o mundo, e a tentativa, não menos tola, da UE, que pretende constituir-se país único comparável aos EU.


 


O que nos convém é sermos como a Grécia Antiga, que não era um país, nem sequer uma Federação, mas sim um conjunto de cidades-nações independentes umas das outras. A Grécia Antiga nunca foi um Império, mas sim uma cultura, que dominou, sendo dominada politicamente, o poder imenso de Roma. E disse-se: "A Grécia com a sua cultura conquistou os seus conquistadores."


 


Sejamos cultura, que Império verdadeiramente nunca fomos nem somos agora capazes de ser.


 


Mas seremos capazes de ser cultura com a ignorância que temos, com a tibieza que possuímos, ou demonstramos, na prontidão com que nos submetemos, com servil admiração, a uma hipotética superioridade de nações fabris ou latrocíneiras, cuja ambição se manifesta agora no 'sonho' da Merkel e no 'incubo' dos americanos?


 


Parece que com o andar dos tempos, o mundo se materializa cada vez mais, e o progresso, esse progresso prometido pelos iluminados e democráticos sábios políticos, se revela cada vez mais anti-cultural, porque anti-cristão e profundamente bárbaro.


A famigerada "União Europeia", que não é união, nem europeia, é a ameaça que pende sobre nós, não de democracia, essa treta sirénica, mas sim de império saudoso de Roma, onde não há patriotas, nem cristãos. Os patriotas que restarem serão tratados como 'terroristas' e os cristãos renitentes serão 'populistas'. O nosso futuro na UE, se esta se realizar (não se realizará, Deus queira), será a de autómatos, números, coisas, impersonalidades, carneiros em rebanho pastoreados sabe-se lá por quem.


 


A UE é a última tentativa de reconstituir o Império Romano, ou o Império Germânico, ou o Império Napoleónico, todos eles lançados para o lixo da História.


 


Sejamos de novo, com o brio que já foi nosso, Cristãos, Católicos, universais, e não meros badamecos de outras nações.


 


Isto é, sejamos LUSOS!


 


Joaquim Reis

0