A bem da Nação

A QUESTÂO PLATINA - Parte 9

 

 

 Final da parte 8: A Inglaterra desejava obter um porto livre na ilha de Santa Catarina, onde as mercadorias inglesas pudessem ser transferidas para os navios portugueses e espanhóis a fim de serem transportadas para consumo nas colónias espanholas com a conivência dos respectivos governadores. As instruções inglesas ao seu representante no Brasil referiam ainda, que qualquer tratado deveria incluir artigo regulando a extinção do tráfico de escravos.

 

 

 Parte 9: O governo de D. João mantinha o propósito de interferir no Prata motivado por apreensões quanto as intenções da França em relação àquela região. O Príncipe Regente resolveu frustrar os objectivos daquele país com a ocupação imediata dos territórios situados em ambas as margens do rio. Mediante a recusa de Buenos Aires em concordar com tal iniciativa, a solução estava em agir pela força. Para os representantes ingleses, se a expedição se realizasse e alcançasse êxito, seria desejável que Buenos Aires ou Montevidéu fosse conservada para Sua Majestade Britânica. Mas o plano sofreu alteração em decorrência da vacância do trono espanhol. A solução estava em introduzir no Prata, como governante, D. Carlota Joaquina por ser irmã de Fernando VII da Espanha.

 

  

D. Carlota Joaquina quis ser rainha em Buenos Aires...

 

 Embora a política britânica de expansionismo mercantil concentrasse os esforços na conquista de mercados e não na conquista de territórios, as pretenções de D. Carlota Joaquina de erigir seu trono no Prata despertou interesse por parte da Inglaterra. O Times noticiou como acontecimento da maior importância: - que Buenos Aires constituia, naquele momento, parte do Império Britânico.

 

Considerando-se as consequências deste facto diante da situação daquele território, das suas possibilidades comerciais, assim como da sua importância política, viam-se, os ingleses, alimentados da ideia sobre as vantagens que poderiam ser tiradas decorrentes da conquista.

 

Continua

 


Therezinha B. de Figueiredo

 Belo Horizonte, 6 de dezembro de 2008

 

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