A MÃO INVISÍVEL - I
Conduz um Jaguar Voito Mercados,
Cor vermelho sangue dos explorados.
É a Mão Invisível do Credor.
Onde há Dinheiro não há Amor.
Habita nesta, a Dona Ganância,
É a mais mortal do rol dos pecados.
Atinge nos Povos; a Ignorância
Destes, nos interesses instalados.
O vil Dinheiro é Obra de Deus,
Gerida pelo maldito Diabo.
Este, também, uma Obra Divina.
Tudo, afinal, é enganador.
No Livre Arbítrio Humano, gerado,
Para escrevermos a nossa Sina.
A MÃO INVISÍVEL - II
O Dinheiro gere a Humanidade,
Partindo da invisibilidade,
Desconhecida, covarde, traidora.
Semeando a fome enganadora.
Não há Partidos, nem ideologias
Sociais, nem de Esquerda, nem Direita.
Tristezas… muitas há, não alegrias,
Mas, há a Economia Perfeita,
Ciência da Dona Igualdade,
Onde só muitos alguns passam fome.
Escondendo a terrível Virtude.
Sob uma capa de hipocrisias
Subestimando gente que não come.
Humanidade na sua Plenitude!

