A bem da Nação

A FELICIDADE DO INFINITO

 


ou



A TRISTEZA DO FINITO


 


 


Há no homem uma melancolia a que podemos dar o nome de tristeza do finito.


 


Esta, alimenta-se de todas as experiências primitivas que se fundamentam na negação recorrendo à falta, à perda, ao temor, ao desgosto, à decepção, à dispersão e à irreversibilidade da duração.


 


O sofrimento, sob todas as suas formas, exalta esse momento negativo implicado em múltiplos afectos mas esta exaltação da negação não nos deve fazer ignorar a afirmação da qual ela é a negação e que é fonte de alegria pois o homem é a alegria do sim na tristeza do finito.


 


Felizes os que, pela fé, crêem na eternidade.


 


Lisboa, Setembro de 2013


 


  Henrique Salles da Fonseca


 


 


BIBLIOGRAFIA:


 


VOCABULÁRIO DE PAUL RICOEUR” – Olivier Abel, Jérôme Porée, ed. Minerva Coimbra, 1ª edição 2010, pág. 114 e seg.

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